



O motor é famoso por ser o coração do carro de F1 (e de qualquer outro, é claro). Obviamente, na categoria mais TOP do automobilismo, os motores têm que cumprir uma série de exigências. Certamente, se eu tivesse que escolher ser uma parte de um carro de Fórmula 1, eu não ecolheria ser o motor! Trabalha em regime de temperaturas incrível, gira que nem louco (a 19000rpm), tem seu funcionamento dependente de outros sistemas (eletrônico, hidráulico, pneumático), bebe que nem um doido, tem que ser ao mesmo tempo leve, resistente e confiável. E no final, ainda te culpam se algo vai mal. Fora que depois de duas corridas...
Válvula com acionamento pneumático
nem os motores. Sempre pode haver uma porca do tamanho de um caroço de mostarda que pode ter ficado solta em algum cilindro... Daí, com o esforço repetitivo da corrida e a pecinha no pistão são o prenuncio de uma carnificina automibilística. Dá pena até de pensar. Além disso, tem o fator Humano na história. Apesar de todo controle, da telemetria, das centenas de sensores, alguém sempre pode fazer uma bobagem. E muitas vezes a bobagem é cometida por aquela peça importante, que fica entre o volante e o cockpit...

Marretadas
Pontos Positivos:
Troféu cata-tatu: Kimi Raikkonen e Lewis Hamilton
Eles vinham de grandes apresentações. Raikkonen fez uma largada maravilhosa como há muito tempo não se via. Hamilton conseguiu uma pole position incrível no sábado e vinha em corrida tranquila, garantindo pontos importantes no campeonato. Até que veio ela, a chuva. E com ela levou o juízo dos dois pilotos. Raikkonen, o Iceman, mostrou que água derrete seu gelo rapidinho. Com isso, permitiu a aproximação de Hamilton. O inglês, por sua vez, novamente deu "pala" na hora do aperto: ao tentar ultrapassar Raikkonen, passou reto a Bus Stop e devolveu a posição ao finlandês na má vontade, pegando o váculo do piloto da Ferrari para ultrapassá-lo de novo. A partir daí, perdemos a conta do tanto de vezes que os dois rodaram e saíram da pista, catando tatus por todos os lados, até que Raikkonen bateu no muro e novamente terminou sem pontos. Sinceramente, esperavamos que eles domassem melhor seus carros a 2 voltas do final, mesmo com a pista molhada.
Troféu F1-V8: Spa-Francorchamps
Somos apaixonadas por esta pista... mesmo que alguém fizesse uma apresentaçao memorável hoje, não tiraria o troféu das mãos de Spa. As curvas de alta, a topografia acidentada, curvas em subida, na descida, o tempo instável. São coisas que apenas Spa tem. E olhem que as reformas na Bus Stop tiraram parte de seu charme inicial, quando ela era feita com o motor quase cortando... A traiçoeira Fagnes e a velocíssima Stavelot testam a capacidade de qualquer piloto. Mas a melhor imagem de Spa é a da subida da Eau Rouge, que parece que o piloto está levantando vôo, pilotando um avião, não um carro. É muito bonito ver os carros totalmente colados na pista, passeando por aquelas curvas a 300 km/h. Que Herman Tilke, o mestre dos circuitos sem graça, nunca bata seus olhos sobre Spa e macule este tesouro do automobilismo que descansa nas florestas da Ardènne...
Perguntas instigantes:: A punição a Hamilton foi justa?





Pontos positivos:
Marretadas:
Troféu cata-tatu: Injetores de gasolina
Todas as equipes da F1 recebem bicos injetores de combustível fornecidos pelo mesmo fabricante. Esta peça, apesar de não fazer parte do carro, é das mais importantes e pode decidir corridas e campeonatos. Ela é de alta exigência, e é dimensionada para injetar 12kg de combustível por segundo no tanque. Mas hoje, houveram 4 episódios de falha nos pit stops (2 princípios de incêndio na STR de Bourdais e 1 vez com Nakajima e Barrichello). Com as altíssimas temperaturas na pista húngara, vazamentos pequenos produziram labaredas durante os reabastecimentos. É melhor o pessoal ficar de olho, afinal, foram muitas falhas para um dia só!
Troféu F1-V8: Felipe Massa
Merece o prêmio. A largada de hoje, pulando da terceira posição para a ponta, foi fantástica. Quando Hamilton e Kovalainen acordaram, Massa já havia disparado na frente. O brasileiro fazia até então uma de suas melhores apresentações, uma corrida perfeita, limpa, racional. Com os problemas de Hamilton e os apuros de Raikkonen, Massa assumiria folgado a liderança do mundial, o que poderia ser o primeiro passo para o título. Mas, a 3 voltas do final, o brasileiro sentiu o gosto amargo da derrota ao ver seu motor ir pelos ares. Foi de dar dó, mas são coisas que acontecem em corridas de carros. Agora terá que se recuperar e correr atrás do prejuízo na desconhecida pista de Valência.